quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Continuarei...

Estou cansado e exausto.
Deixei de querer e crer em nós.

Por mais que oiça que, vai dar certo, que a vitória está entranhada nas minhas veias,  não posso aceitar,  não quero, não devo,  pois sei o resultado final.

Sei que tu e eu,  já não somos nós, somos simplesmente eu, e tu, cada um por seu caminho.

Eu lutei e lutei,  mas falhei, falhei não por mim, mas por ti,  falhei perante ti.



Houve dias e noites que te quis várias vezes, mesmo estando tu a meu lado de dia ou de noite desejei-te constantemente, queria saciar a fome que me devorava, que me consumia que, me incendiava a alma, me queimava a pele como que se estivesses ausente estando tu presente. 

Dói a tua ausência quando me deito a cada noite.
Mas não te surpreendas,  porque continuo de pé e continuarei por mais que doa, continuarei.


FábioPinto

domingo, 2 de outubro de 2016

Agora faz sentido...



Deixei para trás os fantasmas que me assombravam constantemente, hoje já não me assombram, hoje sou eu que os assombro.

Não procuro mais os teus lábios, a tua pele o teu corpo durante a noite na cama que parecia enorme para mim no dia em que saíste e fechaste a porta, e hoje essa mesma cama é pequena de mais para mim.

O dia voltou a ser dia, o cinzento que outrora o pintava, ficou no passado, deixei-o, e voltei a colorir de novo os dias.

Já não sinto frio durante a noite, já não me faz diferença a tua ausência, porque apercebi-me que para ser feliz, não preciso de um corpo para me aquecer, não preciso de companhia para me sentir completo, porque se eu estiver completo, sou suficiente para ser feliz.


FábioPinto

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Não importa...

Odeio-te por te querer.
Amo-te sem querer.

Eles,  o amor e o ódio que nos atraem, nos amaldiçoam,  esses sentimentos que são apenas um e nos querem a todo o instante, mesmo sem querer vamos, caímos nos braços um do outro e almadiçoamo-nos.

Incendiamos os corpos que faiscam de desejo e deixamo-los arder, ardem sem se queimarem, sem se ver as chamas que consomem nossas almas noite a dentro neste jogo em que a sedução baile com o ódio e o amor é par assíduo do erotismo.  



Perdemos o norte, o sul,  todos os pontos cardeais que nos possam orientar, perdemos o rumo, ficamos sem sentido e mesmo assim sabemos qual o caminho a seguir.

Não me importa,  não quero saber se somos amantes desfortunados ou amaldiçoados, porque nesta noite...,

..., odeio-te por te querer,
Amo-te sem querer!

FábioPinto

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Devaneio do pensamento!

Sem depois nem antes, senti-me vivo apenas por meros instantes.
Sei que nada existe, absolutamente nada, par'alem deste vazio.

Sinto-me oco, só e abandonado como nunca antes estive, como nunca ninguém esteve.

Há dias em que nada sinto, em nada creio sabendo só que a morte é certa e estarei prestes a acabar.

Não quero sonhar, ter sem nunca ter tido; não quero pensar, sei o que dói o que irei e poderei concluir desses meus pensamentos; nao quero viver, assim não. Caminhar neste trajecto que me foi desenhado, que me foi destinado, que por mim não foi desejado.



Não vou aceitar de novo a ilusão da qual sou personagem principal, essa dúvida que me deixa a certeza de que, eu não sou eu e, que o que existiu afinal não existiu. 
Não quero mais! 
Porque de tudo que possa existir, a morte é a única certeza, a única que sei que é certa e não falha e aí, quando estiver prestes a acabar sei que irei começar!  

FábioPinto 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Não te pertenço!

Cai a noite e com ela vem a ausência, dos teus lábios, de ti.
Essa ausência que me assombra.

Sinto-me derrotado, um falhado, que tenta escalar por entre as cinzas deste amor, também ele me assombra e atormenta tal e qual quando somos pequenos e julgamos que temos um monstro debaixo da cama e ficamos aterrorizados, não conseguimos pregar olho por uns instantes, assim estou eu.

Tenho apenas uma certeza, certeza de que o mundo se move, a lua e o sol se movem, e nada mais.
Não há mais certezas, porque nelas residem as duvidas que me assoberbam.



Sei que não sou nada, e que não te pertenço, não me pertences.

Não há cor aqui, não mais, desde aquele dia, o dia em que saíste e ficou tudo cinzento, não existe nada aqui, nunca existiu…,

…,estou às escuras sem ti, tal como estive sempre, com receio que este dia chegasse, o dia do adeus, o adeus final, e chegou esse dia, chegou esse adeus e agora sei, sei que não te pertenço, que não me pertenço.

FábioPinto

terça-feira, 28 de junho de 2016

Prometo tentar, mesmo sabendo que falhei!

Prometo tentar, mesmo sabendo que falhei.

Cai em teus braços e prometi que neles cairia outras tantas vezes, que seriam tantas tornando-se impossíveis de contar, seriam infinitas.
Prometi, tentei e falhei.

Provei o veneno dos teus doces lábios, néctar que mata e ressuscita, e por ele prometi, que morreria as vezes que fossem necessárias para puder voltar a prová-lo.
Prometi, tentei e falhei.



A saudade não teria medida segundo a minha promessa, pois seria impossível medi-la, e mesmo que houvesse a possibilidade de puder fazê-lo, diz-me como iria eu medir a saudade? 
Ela que me desafia a cada dia.
Prometi, tentei e falhei.

Falhei desde o primeiro dia, desde aquele dia em que prometi que ia tentar e, sabia que mesmo ao prometer tentar já tinha a certeza de ter falhado.

domingo, 26 de junho de 2016

Nesta noite!

Fomos proibidos esta noite.
No Paraíso, no Inferno, fomos proibidos.

Havia um sinal de sentido em frente aos meus olhos e, mesmo assim, quis os teus braços, em mim, a tua boca colada à minha como íman, que cola e descola, tua pele junto à minha, teu perfume cravado em mim, teu cabelo solto a vaguear sobre meu corpo e nesse vaguear o prazer causado por ti ao sentir-te junto a mim.

Senti o gelo que havia em mim derreter com o fogo que havia em ti.

Arrastaste-me para a escuridão e nela me prendeste, mantiveste-me refém, e viciaste-me em ti, mesmo estando certa da incerteza que seriamos proibidos nesta noite.

Saciamos a fome que nos devorava.

Atiçamos o desejo…,
…e deixámos que ele nos consumisse noite a dentro, deixámos que nossas almas se tocassem, que nossos corpos se fundissem e, fomos apenas eu e tu.



Dois corpos imperfeitos que resultaram na perfeição de um só corpo nessa noite em que infringimos a própria lei.

FábioPinto

sábado, 21 de maio de 2016

Probabilidades!


Em teus braços senti-me seguro, pela tua voz senti-me guiado.
Com a tua pele senti-me protegido.

Mas sabia, sabia que apesar de sentir,  nada estava certo, e o próprio certo não fazia sentido, o errado parecia-me ser o mais acertado.

Demos tanto de nós a ambos e, mesmo assim ficou o vazio, era como se não tivesse sido dado nada.

Entregamos os nossos corpos, um ao outro, esses lobos famintos mas, continuavam insaciáveis.

Estávamos desconectados mesmo parecendo que estávamos ligados.

Porque?

Porquê...,

..., de todas as probabilidades no amor, falhar era a menos provável.  

Mas nós falhamos! 





FábioPinto

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O meu maior crime!

Deixei de ser guiado pela razão, segui apenas o coração.
Estava cego, surdo e mudo.
Não vi, não ouvi nem falei,  fui apenas levado pela emoção.

Perdi o rumo,  o sentido e já nada fazia sentido a não ser tu, tu eras direcção, a bússola que me orientava nesta jornada que parecia não ter fim, segundo o meu coração eras tu a razão, o foco de toda a minha concentração.

A luz que iluminava cada amanheçer, cada anoitecer.

Perfume em minha pele, cura para a minha doença, raio de luar nas noites mais escuras, calor sobre meu corpo esse icebergue que não derretia, apesar de seres calor, o gelo não derretia e eu não sabia o porque.

Perdi-me em ti, sem rumo certo, sem hora certa para voltar ao ponto de partida para iniciar de novo o jogo pois eras tu, só tu, inicio e fim de todo o percurso.

Mas tu, veneno em mim, tornaste a ilusão em realidade e eu, eu percebi que tinha cometido o maior crime que alguma vez tivera comedido.


Sabes qual foi?

Sabes qual foi o meu maior crime?  
Aquele que condenou o nosso amor?
Foi ter-te amado, sem nunca me ter amado a mim em primeiro lugar! 


FábioPinto 

sábado, 23 de abril de 2016

Desabafo!

Hoje, mais uma vez senti saudade de ti, mas principalmente de mim.
Apeteceu-me fazer a mala, arrumar meia dúzia de trapos, e ir, fugir daqui, desaparecer e não voltar até ao dia em que encontrar a parte de mim que levaste.

Sinto vergonha, em estar aqui a desabafar, a largar este desafo que me foge por entre os dedos e a caneta, que fica marcado nessa imensidão branca desta página de papel que de nada servirá, a não ser para me torturar num futuro próximo, num futuro distante, sei lá, sei que que será num futuro qualquer isso é certo. 

Sabes não é justo,  não deveria de valer, eu ficar assim, por ti, que já nem sequer existes em mim, e eu tentei, mas é-me impossível, levaste a essência, a parte que me faz mover, levaste o meu coração, deveria processar-te, mas não posso, perderia essa questão, porque não o roubaste, ele quis ir de livre e espontânea vontade contigo, levaste o amor, e eu fiquei apenas com a razão, a outra parte que me faz mover, caso tivessem ido as duas partes contigo,  eu estaria morto.
Não é justo percebes?

Hoje quero fazer a mala, ir, fugir, escapar de ti e não voltar!



FábioPinto

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Voltaremos a errar


Escolhi as palavras,  e tu o silêncio,  sempre por lados opostos, mas sempre no mesmo sentido.  

Ironia das ironias, da vida,  ou do destino,  seja lá qual delas for, ou até mesmo as três,  caímos sempre no mesmo erro de voltarmos ao ponto de chegada, ao ponto de partida, voltamos,  recomecamos, caímos e voltamos a cair, vezes e vezes sem conta nos braços um do outro.

O teu silêncio era ensurdecedor, as minhas palavras mudas.
Mesmo assim,  lá estava eu, lá estavas tu, lá estávamos nós, prontos para a entrega de dois corpos ensopados de sentimentos, perdidos e ansiosos de encontrar o sentido certo, a direcção certa a seguir, prontos para errar mais uma vez.

A mente dizia para não, o coração dizia que sim, a alma tentava entrar em acordo com a razão e o amor, para que eu,  para que tu, para que nós não voltasse-mos a colidir um no outro para que nossos corpos não balançassem mais uma vez,  entre o certo e o errado, entre o bem e o mal.

Não há mais espaço em minha pele, para uma nova cicatriz, assim como sei que na tua também não há e, a única solução plausível é criarmos cicatriz sobre cicatriz por mais doloroso que seja, por mais mal que nos faça, ambos sabemos que sabe bem.

Tanto eu como tu, por mais que evitemos, é inevitável, por mais que não queiramos, queremos sempre. 
Por mais que digamos não, sabemos que o significado desse não é sim, por mais que cerremos nossos lábios,  eles colidem a cada encontro, por mais que nos afastemos, mais nos atraímos, tal como a força que nos atrai e prende ao solo, também nós nos prendemos um ao outro mesmo sem querermos é incontrolável, o desejo é maior e sobrepõe-se ao controlo, a vontade é incasiavel e não conseguimos recuar, não há forma, não há maneira de conseguirmos de fugir ao destino,  ao que nos foi traçado sem pedirmos.  

Nunca houve hora do adeus, da despedida, foi sempre um até já, e nesse até já os nossos olhares cruzam,  penetram um no outro e tornam essa despedida num (re) encontro, impedido que o adeus sai das nossas bocas,  impedindo o tempo de avançar, impedindo de seguirmos em frente, ali paramos,  ali ficamos,  dali não saímos, e por mais que não queiramos, ali voltamos sempre, àquele momento,que se torna interminável repetitivo sem fim à vista como supostamente havíamos previsto.
Ali voltamos e ali nos tornamos imortais de paixão.

Escolhi sempre as palavras por mais que elas não saíssem,  por mais que tenham ficado estaladas, por mais mudas que tenham sido, e tu sempre o silêncio por mais silencioso que fosse era ensurdecedor. Escolhemos sempre lados opostos, mas sempre no mesmo sentido. Escolhemos sempre a distância, mas de distantes nada temos, optamos por fugir ao destino, mas ele prendem-nos e não há maneira de escapar, supostamente seria bom, mas ambos sabemos que de bom nada tem e, que nos faz mal tentar fugir ao que não tem fuga possível.

Voltaremos a cair vezes e vezes sem conta, sagraremos sempre em todas as nossas quedas e mesmo assim voltaremos ao ponto de onde tudo começou, mesmo que a direcção não seja a certa, mesmo que não seja, será esse o nosso fim o nosso final,  que de fim nada tem, voltar a errar nos braços um do outro vezes e vezes sem conta.  




FábioPinto

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Não quero nada de quem não ficou!

Hoje trago em mim a saudade, cravada na pele. 

Perdi-me por entre a multidão à procura de ti, mas a única coisa que trouxe comigo para casa hoje foi ela, essa maldita saudade, que se cravou na minha pele, que se apoderou de mim, sem permissão.

Não tenho culpa sabes.

Foi ela que veio e, que te trouxe de volta a mim, mas não foi a única, com ela, veio o teu perfume que a brisa trouxe enquanto a janela do meu quarto estava entreaberta como de costume antes de me deitar.

Tentei lutar contra ela e expulsa-la de mim, do meu corpo, da minha pele, mas ela não sai, não quer ir, pressiste e insiste em ficar .

Raios me partam,  raios a partam, estou a dar em doido, está a pôr-me louco.

Ela não vai, não quer ir e não te leva.

Odeio-a, tal como odiei quando tu foste e me deixaste aqui, arrasado,  desfeito em cacos como um vaso que quebra quando cai ao chão, porém amo quando ela traz de volta os momentos bons, os dias bons, tudo aquilo de bom que vivemos que tivemos, assim como te amei a ti.

Raios te partam saudade, vai, vai-te embora, com a brisa que trouxe o perfume e me fez voltar ao passado na ânsia de ter desejado que fosses presente em mim uma última vez.

Vai-te embora, porque eu, eu não quero ficar com nada,  não quero nada de quem não ficou!  


FábioPinto



domingo, 17 de abril de 2016

Continuo a lutar e não sei o porque!



Acreditando ou não, se me puxasses eu ia, se foi trágico o nosso amor, tu eras o meu remédio, se foi insano, tu eras a minha claridade, e sim desejei que não fosses parte de mim, mas foste, e se eu continuo a lutar?
Não, ou talvez sim, não sei, e nem sei o porque, de agora estar assim, a divagar feito louco.
Raios, estarei eu a ficar louco?
Porque pensar em ti agora?
Ao fim de tanto tempo?
Porquê agora?
Salvaste a minha alma de ficar na escuridão e mesmo assim arrastaste-a novamente para lá.
Eu, eu estava disposto a dar-te as estrelas, a lua, o sol, o vento e a chuva, pois todos eles eram testemunhas do meu amor.
Poderíamos ter governado o mundo se tivesses ficado a meu lado.
Tentei dizer-te tudo, mas tudo ficou por dizer, pedi, implorei, para que conseguisse dizer-te todas as palavras, mas não saiu nada foi em vão  e eu estava a desistir, de mim, de ti, de nós, as palavras insistiam em não sair, era difícil de mais falar, não havia escolha, não conseguias ouvir a minha voz, por mais alto que gritasse não ouvias, mas eu estava sempre a teu lado, e apesar de termos fugido das nossas vidas eu compreendi.
Dói, dói a cada dia que passou e passa, saber que estiveste e agora não estás, que és, que somos apenas memórias, presas no subconsciente e que em momentos de fraqueza e  fragilidade decidem pregar uma partida, e " aparecerem "  como quando alguém liga o interruptor da luz e ela acende logo.
Tentei fazer  com que visses, tentei fazer com que o teu brilho fosse mais intenso do que o próprio brilho de uma estrela cadente.
Foste fogo, foste gelo.
Desejei arder contigo no inferno se assim tivesse de ser.
Foste perfume em minha pele, sangue que em minhas veias correu, ar que respirei, foste o meu mundo.
Teu sorriso era mais que suficiente para mim, para me "alimentar".
Teu olhar era petrificante, paralisando qualquer um que para ti olhasse, pois eu fui um dos sortudos.
Ainda hoje me pergunto se isto é real, ou apenas uma fantasia?
Abro os olhos e vejo que é realidade e não há como escapar dela, por mais dura e cruel que seja, não há saída possível por mais que eu tente me afogar na ilusão a realidade resgata-me antes de meu último suspiro. 
Fui tolo ao pensar que poderia tocar o céu, em vez de enfrentar a verdade de uma vez por todas, e ver que acabou, o meu tempo chegou ao fim, já não sou quem fui, já não somos o que fomos.
Tenho de te deixar ir, arrepio-me só de pensar que não te irei ver mais,  mas é mesmo assim, hoje enfrento a realidade para não me perder por completo na ilusão.
És quem eu amo, mas tenho de dizer adeus.
Dói-me a alma, mas promete-me, promete-me apenas e nada mais me interessa, promete-me que te irás recordar, que por ti eu morreria de todas as formas possíveis e mesmo assim voltaria sempre a viver.





FábioPinto

Eu, tu e, elas aliadas contra mim!



Hoje enquanto a chuva desaba sobre as ruas da cidade, sobre a janela do meu quarto, lembrei-me de ti, de mim, de nós, deitados sobre a cama, a olharmos um para o outro, num daqueles momentos nossos de intimidade, de cumplicidade.

Não imaginas a vontade que tive de agarrar no telemóvel, e escrever um texto e mandar-te. Mas não consegui, e fiquei encostado à janela a olhar a chuva cair.
Não chovia apenas na rua, mas no meu rosto também parecia que chovia, a lembrança de ti era tão forte, a tua ausência tão presente.

Tremiam-me as pernas, as mãos e todo o meu corpo. A saudade apoderou-se do meu ser e, hoje trouxe-te até mim.
Raios, não queria, mas aconteceu, tanto a chuva como a saudade uniram-se hoje, e lembraram-se de te trazer á memória enquanto eu ainda batalho para te esquecer.

Lembrei-me do teu toque, do teu perfume, dos teus lábios, deve ser por isso que meu corpo treme, por falta do teu.
Lembraste dos dias de chuva em que ficávamos em casa?
Deitados na cama? Por vezes nem falávamos, ali estávamos deitados, juntos um ao outro e isso era suficiente, para me sentir, seguro e protegido, e nessa altura sabia que não precisava de mais nada a não ser da tua presença.
Queria tanto conseguir esquecer-te, tanto, mas a chuva hoje não permite, não me deixa.

Jurei e jurei-te desde o dia em que foste embora que não daria parte fraca, que seria forte o suficiente para seguir em frente e deixar-te no passado, mas a verdade, não é essa, não consigo e não estava pronto sequer para te jurar e seguir com essa jura avante, não estava e ainda hoje não estou pronto. Quero puder deixar-te no passado, porém a chuva arrasta-te para o presente impedindo que vires passado, impedindo que siga em frente sem ti.

Jurei-te e não devia eu sei.

Existe apenas uma certeza e nessa certeza te posso jurar que enquanto a chuva e a saudades forem aliadas e te arrastarem para o presente, jamais conseguirei seguir em frente sem ti, não irei conseguir fazer com o que jurei anteriormente, e peço desculpa por isso, por não conseguir, mas eu sou apenas um a batalhar contra elas, e sinceramente começo a achar que já perdi a batalha.


FábioPinto 

sábado, 9 de abril de 2016

A minha última carta para ti.



Amor...
Fui sair com os meus amigos, como tu me dizias para o fazer, mas não consegui, não aguentei muito tempo fora de casa e voltei, tranquei-me no quarto como fazia últimamente, era essa a minha rotina, todos os dias aquela hora, à 1:25 da madrugada.

Sentei-me no chão do quarto encostado à cama, tirei o maço de cigarros e o esqueiro do bolso das calças puxei de um cigarro e, acendi em tua memória.

Comecei a fuma-lo e reparei que o fumo ao fim de segundos desaparecia do ar, talvez por a janela do quarto estar aberta e com corrente de vento que se fazia sentir ele evaporava, não sei.
Vi a cinza cair sobre o chão, e não me importei minimamente, notei que o cigarro desapareceu ao fins de uns minutos não sei quem fumou mais, se fui eu ou o vento...,

...,e tentei perceber.

Fui eu que te deixei ir ou foste tu que desapareceste ao fim de algum tempo, deixando apenas feridas para eu sarar, se é que alguma vez imaginei que elas pudessem sarar?

Tal como o cigarro também tu desapareceste, tal como ele que me deixou a boca amarga, também tu fizeste com que eu ficasse amargo com a tua ausência e essa é a única certeza que tenho comigo neste mar de incertezas constante que me atormenta a cada noite que passa.

Só de pensar que estivemos tão perto de tocar o céu, e tu evaporaste assim do nada sem explicação possível, só de imaginar que poderíamos ter sido como o sol e a lua,  eternos amantes apaixonados.
Imaginei tanto esse momento mas, ao fim de algum tempo apercebo-me que afinal não, não fomos, nem seremos, como eles, não tivemos nem longe, nem perto de o ser.

Estivemos a um, dois passos de transcender a loucura, todos os limites possíveis e imaginários, de quebrar barreiras que seriam inquebraveis, mas com o nosso amor seriam quebraveis, tornariamos o impossível em possível, o imaginário em realidade, e a sombra/escuridão em luz, contudo eu próprio, tu mesma, nós, tornei-me, tornaste-te, tornamo-nos impossível, apenas imaginário e sombras/escuridão.

Não transcendemos a loucura, ela é que nos transcendeu a nós, passou-nos a perna e, não quebramos as barreiras que seriam inquebraveis, tornamo-las completamente inquebraveis.

Não conseguimos tocar o céu, pois esse ficou-nos cada vez mais distante e impossível de alcançar.

Vês amor, sim ainda te trato por amor eu sei que não devia mas, é mais forte do que eu, tal como um cigarro, também nós somos apenas e únicamente cinza agora e, hoje restam apenas cicatrizes das feridas que julguei jamais sarar deste amor, que evaporou com a corrente de ar, como o fumo daquele cigarro que fumei em tua memória.

FábioPinto.


domingo, 3 de abril de 2016

Não te quero, não estou pronto!

Não sei se te quero,  ou se és tu que não me encontras.
Não sei se estou pronto, ou se és tu que continuas à procura.

Não sei se quero voltar a cair, sangrar, levantar,  voltar a cair, voltar a sangrar, voltar a levantar até a alma rasgar.

Não sei de ti, e não sei se quero saber.

Não quero cicatrizes em mim, não mais.
Não quero andar feito louco lunático para depois voltar a ficar só, não sei se voltarei a ficar assim, louco lunático mas não quero.

Não me procures por favor, eu não quero.
Não o faças, não estou pronto para te abraçar novamente.

Não me quero viciar como se de uma droga se tratasse, não quero ficar dependente outra vez.

Não marcarei a minha pele outra vez, com a tua marca, não quero o teu perfume, fundido em mim cravado na minha pele como tatuagem, não quero.

Não iria suportar outra vez a solidão, a ausência, não iria ultrapassar, e sei que a saudade iria dar cabo de mim,  iria torturar o meu olhar e a minha mente, cada vez que se lembrasse de lembrar de ti,  minha garganta iria secar,  dar nó e as palavras não iriam sair, o ar não iria entrar eu não respiraria e provavelmente morreria na tua ausência.  

Não te quero amor, não quero amar.  
Não me procures,  não tentes, porque eu...,
...,eu não estou pronto.  




FábioPinto



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

" Tua paixão! "

Sou eu, teu amante, a tua paixão.

Raio de sol, ou luar que te ilumina.
Noite que te envolve e enlouquece, sobre a cama onde o meu corpo e o teu se unem num só, onde nossas bocas colam e descolam sem fim.

Gelo que se derrete sobre tuas mãos a cada toque teu sobre mim.

Fogo que devora, queima sem ferir, que consome
a cada amanhecer, a cada anoitecer.

Sou eu, sombra que te arrasta até à escuridão,
anjo que desperta o demónio que em ti dorme.
Páginas brancas do livro que escreves, sou eu, presença assídua em cada capítulo dessa história. 

Parte de ti, que aqui deixaste, parte de mim que levaste. Duas metades, que juntas formam um todo, somos nós...

...como ímanes que se atraem constantemente a todo instante.

Frio ou calor, que aquece ou arrefece, sou eu, és tu, somos nós.

Ar que te rodeia e te impede de sufocar, ar que me rodeia e impede de sufocar, és tu, sou eu.
O bater do teu coração, o bater do meu, sangue que nos corre  nas veias, somos nós...

...caídos nos braços um do outro, somos nós a paixão e o amor que nos envolve, apenas nós!




FábioPinto







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

" Tua beleza em mim! "





Hoje em frente ao espelho,
vi-te em mim.
Senti o bater do teu coração, como se fosse o meu.
Ouvi o grito dia loucura que entoava sobre meus pensamentos, ansioso por se soltar e ir ao teu encontro...
Em frente ao espelho hoje me perdi,
sobre os meus olhos bem presentes, sobre meu olhar com brilho incandescente,
senti-te em mim,
o toque da tua pele sobre a minha,
o teu perfume fundido no meu,
os teus lábios cerrados nos meus.

Hoje vi em mim a beleza que há em ti, 
Porém só hoje,  neste mesmo instante é que vi, a tua alma, o teu ser.

Pois deixaste tua beleza em mim!




FábioPinto





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"...,you ran away from the love."

We shared the sun, the moon and all stars,
But love, ran away from me,
From my arms.

We were burning like fire in the hell when we were together, when we were one, but now,
I'm alone,  you lost the way.

You was my cure, I was dead in my head and you brought me back to life,
So, please don't leave me now.

We shared the sun, the moon and all stars,
But love, ran away from me,
From my arms.


I could feel you close to me,
So close to me... And now you are not here.
Why?
Why you leave me right now?  Tell me.  I need to know.
Cause I can't survive whithout you..
I'm sure, I will fall,
I don't want to Fall in the darkness again, I need you.


You was my cure, I was dead in my head and you brought me back to life,
So, please don't leave me now.

We had been happy yesterday, but
Today I'm a crap, I'm feeling so weird.
I'm not myself if you aren't here with me.
Why you leave me right now?  Tell me.  I need to know.
Cause I can't survive whithout you..

We shared the sun, the moon and all stars,
But love, ran away from me,
From my arms.

Now I'm sure, I will fall,
I don't want to Fall in the darkness again, I need you.

Why you did me believe in love?  
If you don't believe, if you ran away from him. Tell me why. 
You know, always knew,  the love is more powerful thing in the World, and you just gave up from him, from me, from us. 
I'm not a weak,  you are.  
Cause I gave you the sun, the moon, and all stars and you, you ran away from the love.




FábioPinto